ISSN 1807-734X    QUALIS A2
 
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14 | 4
2017

Prezados leitores,
 
No editorial desta quarta edição da Brazilian Business Review de 2017, eu gostaria de anunciar um importante resultado alcançado pela revista: a qualificação no extrato A2 do Qualis Capes. Este resultado não poderia ter sido alcançado sem o apoio de todos o corpo editorial, revisores e autores, que dedicam seus esforços na árdua tarefa de oferecer aos nossos leitores artigos que de fato ofereçam contribuições para o avanço da ciência na administração. A todos vocês meu muito obrigado.
 
Aliás, por tocar no assunto de contribuições para o avanço da ciência, eu gostaria de propor uma reflexão, nada inédita, mas necessária, a respeito do papel do senso de continuidade na ciência. A construção do conhecimento científico é realizada a partir de contribuições teóricas e empíricas de pesquisadores em busca de possíveis respostas para questões relevantes. Diante disso, torna-se extremamente importante que ao concebermos um artigo, nós estejamos partindo de um estágio de desenvolvimento da literatura e propondo um passo adiante que permita que esse corpo despersonalizado do conhecimento possa avançar. Esta proposição, quando fundamentada no corpo da literatura relevante sobre o tema abordado, permite elaborações mais específicas que a cortina de fumaça que notamos em recorrentes frases vagas, a famosa “Nota-se uma lacuna no sentido de que poucos estudos abordaram o tema (...)”. Precisamos de muitos? Não. Em vez de uma frase vaga, precisamos de uma articulação mais clara e direta a respeito de como o estudo em questão poderá trazer novidades para a comunidade de interesse.
 
Quando este processo, que se reflete em uma clara explicitação do que costuma ser chamado de uma lacuna teórica, se encontra articulado na literatura, o leitor pode obter uma melhor compreensão a respeito de como aquele artigo se soma ao que já sabíamos. Para fazer isso, obviamente é provável que tenhamos que nos referir a artigos recentes. Isto ocorre não porque deve haver uma meta de artigos publicados nos últimos X anos, mas porque é importante nos conectarmos com a comunidade de pesquisa que já tem se envolvido com o tema de interesse.
Uma clara lacuna teórica facilita muito o trabalho de escrever uma Discussão e uma Conclusão instigantes. Na Discussão, é preciso explicar de que forma os resultados encontrados permitem iluminar novos aspectos do fenômeno estudado, o que pode levar a uma reafirmação, contestação ou problematização de entendimentos anteriores. Na Conclusão, apontamos novos passos que estavam fora da delimitação do trabalho apresentado. É importante que essa indicação de novos passos se estenda para além de sugestões pouco objetivas como “replicar em ouros lugares”, “obter uma amostra maior” ou ainda “adotar um recorte transversal”. Não há problema em si nessas indicações, desde que haja um porquê claro para cada uma delas. Discussão e conclusão não apontam para trás (não são um resumo da sessão de Resultados), mas sim conecta o que encontramos com o que já se sabia, de forma a apontar para o futuro.
 
Ao compreendermos que somos membros de uma comunidade mundial de pessoas que buscam dizer algo em relação aos determinados temas de interesses, compreendemos os princípios que subjazem conselhos recorrentes de citar referências recentes, apontar uma lacuna, sugerir limitações e sugestões de futuras. E entendemos também que é importante apresentar esses elementos de forma refletida. Caso contrário, teremos algo que tem pinta de artigo, cheiro de artigo, mas não é exatamente o que se espera de um artigo.
 
A cada dois meses, nós apresentamos a você seis artigos que foram submetidos à Brazilian Business Review que representam os que melhor seguiram esses requisitos. Sendo assim, nesta edição, introduzimos seis novos estudos. Iniciamos com o artigo “A Estrutura Competitiva e o Posicionamento Estratégico da Indústria Bancária Perante Grandes Distúrbios Ambientais: Um Estudo dos Bancos Brasileiros” de Gisele Walczak Galilea e William Eid Junior. Depois, apresentamos “Uma Visão Geral Sobre a Pesquisa em Inovação Social: Guia Para Estudos Futuros”, de autoria de Manuela Rösing Agostini, Luciana Marques Vieira, Rosana da Rosa Portella Tondolo e Vilmar Antonio Gonçalves Tondolo. Em seguida, Nelson Roberto Furquim nos apresenta seu estudo “Impacto de Produtos Inovadores no Crescimento do Mercado de Zinco Metálico no Brasil”.
 
A edição é finalizada com outros três estudos.  Apresentamos o artigo de Sidney Costa e Felipe Mendes Borini, chamado “Inovação Global em Subsidiárias Estrangeiras: O Impacto da Orientação Empreendedora e das Redes de Empresas” e o estudo “Avaliação de Sustentabilidade da Produção de Etanol no Brasil: Um Modelo em Dinâmica de Sistemas”, de Arnoldo Jose de Hoyos Guevara, Orlando Roque da Silva, Haroldo Lhou Hasegawa, Délvio Venanzi. A edição é finalizada com o artigo “TOURQUAL: Proposta de Um Protocolo Para Avaliação da Qualidade dos Serviços Em Atrativos Turísticos”, de Tiago Savi Mondo e Gabriela Gonçalves Silveira Fiates.
Boa leitura a todos!
 
Bruno Felix
Editor-chefe

Brazilian Business Review 

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